Maringá soma 11.823 apartamentos em construção e vive uma fase de forte verticalização, com novos projetos distribuídos por diferentes regiões e faixas de metragem.
O mercado imobiliário de Maringá atravessa um período de intensa atividade. Em junho de 2026, a cidade tinha 97 edifícios residenciais em construção, reunindo 11.823 apartamentos e aproximadamente 1,5 milhão de metros quadrados de área construída, segundo levantamento do Sinduscon-PR/Noroeste.
Mais do que revelar um grande volume de obras, os números ajudam a entender algumas características do momento atual da cidade. A verticalização continua avançando, apartamentos compactos e de metragem intermediária representam boa parte da produção e novos empreendimentos estão distribuídos entre diferentes regiões de Maringá.
Ao mesmo tempo, o mercado mantém unidades maiores e configurações variadas, mostrando que o crescimento não acontece a partir de um único modelo de empreendimento. É um cenário marcado por maior segmentação, tanto em tamanho quanto em localização e proposta residencial.
Quase 12 mil apartamentos em menos de 100 edifícios
Um dos dados mais interessantes aparece quando o levantamento atual é comparado com os anos anteriores.
Em maio e junho de 2024, Maringá tinha 104 prédios residenciais em construção, com 9.655 apartamentos. Em 2025, o levantamento apontava 103 edifícios e 10.618 unidades. Agora, são 97 empreendimentos em execução e 11.823 apartamentos.
Isso significa que, em aproximadamente dois anos, o número de apartamentos em construção cresceu cerca de 22%, enquanto a quantidade de edifícios em execução diminuiu.
A comparação mostra por que observar apenas o número de prédios não é suficiente para compreender a dimensão atual do mercado imobiliário de Maringá. Os empreendimentos em andamento reúnem, em média, mais unidades do que nos levantamentos anteriores.
Considerando apenas uma relação matemática entre apartamentos e edifícios, em 2024 havia aproximadamente 93 unidades por empreendimento. Em junho de 2026, essa média chegou a cerca de 122.
Esse cálculo não permite afirmar que todos os edifícios ficaram maiores, mais altos ou passaram a seguir o mesmo padrão. Ele mostra, porém, que os empreendimentos atualmente em construção concentram, em média, um número maior de apartamentos.
A mudança ajuda a dimensionar a transformação da paisagem urbana de Maringá. A expansão vertical não depende apenas de novos prédios surgindo, mas também da escala dos projetos residenciais que passaram a compor determinadas regiões da cidade.
Mais da metade dos apartamentos em construção tem até 55 m²
A distribuição das unidades por metragem revela outra característica importante do mercado atual.
Dos 11.823 apartamentos em construção, 6.186 possuem até 55 m². Isso representa pouco mais de 52% de todas as unidades em execução na cidade.
Outros 3.259 apartamentos têm entre 55,01 e 80 m². Somadas, as duas primeiras faixas correspondem a quase 80% da produção residencial atualmente em andamento.
A presença significativa dos apartamentos compactos em Maringá mostra como plantas menores passaram a ocupar um espaço importante entre os novos empreendimentos.
Isso não significa, no entanto, que apartamentos maiores tenham perdido espaço.
O mesmo levantamento registra 1.411 unidades entre 80,01 e 120 m², 623 apartamentos entre 120,01 e 180 m² e outras 344 unidades acima de 180 m².
Os números mostram um mercado bastante concentrado nas metragens menores e intermediárias, mas que continua oferecendo imóveis maiores. Em vez de apontar para um único padrão residencial, essa distribuição evidencia uma oferta mais segmentada.
Também é um reflexo de mudanças na composição das famílias, no uso dos espaços internos e na própria relação das pessoas com a moradia. O tamanho do apartamento deixou de funcionar isoladamente como medida de conforto. Distribuição da planta, integração dos ambientes, áreas comuns e localização também passaram a pesar mais na decisão de compra.
Apartamentos de dois e três dormitórios concentram grande parte da oferta
O número de dormitórios ajuda a detalhar ainda mais essa configuração do mercado.
Os apartamentos de dois dormitórios lideram o levantamento, com 4.149 unidades, seguidos pelos imóveis de três dormitórios, que somam 3.302 apartamentos.
A pesquisa também contabiliza 1.452 studios, 1.385 unidades de um dormitório e 244 apartamentos de quatro dormitórios. Há ainda outras 1.291 unidades de dois dormitórios classificadas como ZEIS, as Zonas Especiais de Interesse Social.
A predominância dos imóveis de dois e três dormitórios mostra que boa parte da produção ainda está concentrada em configurações bastante tradicionais do mercado residencial, mas a presença expressiva de studios e unidades de um dormitório amplia a variedade disponível.
Essa diferença de configuração pode atender necessidades bastante distintas. Um dormitório adicional pode funcionar como quarto infantil, escritório ou espaço para receber visitas, enquanto studios e plantas menores costumam priorizar aproveitamento de área e ambientes integrados.
Por isso, metragem e quantidade de dormitórios precisam ser observadas em conjunto. Dois apartamentos com áreas semelhantes podem ter distribuições internas bastante diferentes, dependendo do projeto.
Essa variedade também aumenta a importância de avaliar a planta e a funcionalidade dos ambientes, e não apenas o número total de metros quadrados informado no anúncio do imóvel.
Onde estão os novos prédios de Maringá
A expansão vertical não ocorre de maneira uniforme pela cidade.
A Zona 7 lidera o número de empreendimentos residenciais em construção, com 17 projetos. Na sequência aparecem a Zona 3, com 14, a Zona 27, com 13, a Zona 1, com 11, e a Zona 8, com nove empreendimentos.
Somente essas cinco regiões concentram 64 dos 97 edifícios residenciais identificados pelo levantamento.
Os números mostram que a verticalização não está limitada a um único eixo da cidade. Regiões tradicionais continuam recebendo novos prédios, enquanto outras áreas ampliam sua participação no mercado residencial.
A Zona 8 de Maringá é um exemplo desse processo. Com nove empreendimentos em construção, a região participa de um movimento que combina ocupação residencial, novos projetos e transformação do entorno.
Essa distribuição interfere diretamente na dinâmica urbana. A chegada de novos edifícios pode ampliar a demanda por comércio, serviços, mobilidade e infraestrutura, ao mesmo tempo que aumenta a densidade residencial de determinados bairros.
Para quem procura apartamentos em Maringá, a localização também deixa de ser avaliada apenas pela distância do centro. Acesso às principais vias, tempo de deslocamento, oferta de serviços, proximidade do trabalho, escolas e características do entorno passam a influenciar a escolha.
Quase 5 mil unidades estão em lançamento ou aprovação
As quase 12 mil unidades em construção representam apenas parte da movimentação observada no mercado imobiliário de Maringá em 2026.
Até junho, 20 empreendimentos residenciais haviam sido entregues na cidade, acrescentando 1.614 apartamentos e aproximadamente 208,4 mil m² de área construída.
Ao mesmo tempo, outros 28 empreendimentos estavam nas fases de lançamento ou aprovação, reunindo 4.986 unidades e mais de 496 mil m².
É importante fazer uma distinção: empreendimentos em aprovação ou lançamento não podem ser tratados como obras efetivamente iniciadas nem como unidades necessariamente disponíveis para compra. Mesmo assim, esse volume ajuda a dimensionar a quantidade de novos projetos que acompanha o mercado atual.
Ou seja, enquanto milhares de apartamentos estão sendo construídos, outros empreendimentos seguem avançando pelas etapas anteriores ao início da obra.
Essa continuidade mostra que o atual ciclo de construção não está restrito ao estoque que já aparece na paisagem urbana.
Outro indicador ajuda a compreender a dimensão econômica desse movimento. Segundo os dados do Caged reunidos pela sondagem, a construção civil mantinha 12.003 trabalhadores com carteira assinada em maio de 2026.
O setor movimenta uma cadeia ampla que envolve construtoras, incorporadoras, escritórios de arquitetura, engenharia, fornecedores, prestadores de serviço, comércio e profissionais ligados às diferentes etapas de desenvolvimento dos empreendimentos.
O que esse cenário muda para quem procura um apartamento em Maringá
Um mercado com quase 12 mil apartamentos em construção amplia as possibilidades de escolha, mas também torna a comparação entre os empreendimentos mais importante.
Apartamentos com a mesma metragem e o mesmo número de dormitórios podem oferecer experiências bastante diferentes dependendo da localização, distribuição interna, quantidade de unidades por andar, orientação solar, áreas comuns, vagas de garagem e características do condomínio.
Também existem diferenças relacionadas ao estágio do empreendimento.
Um imóvel pronto permite avaliar fisicamente os ambientes e pode atender quem precisa mudar em um prazo mais curto. Apartamentos em construção oferecem outra dinâmica de compra, enquanto lançamentos podem apresentar condições e prazos específicos.
Por isso, o volume de imóveis disponíveis ou em desenvolvimento não elimina a necessidade de uma análise cuidadosa. Ele aumenta a quantidade de alternativas que precisam ser comparadas.
Para quem busca apartamentos à venda em Maringá, faz sentido observar se o projeto realmente atende às necessidades da rotina. Uma planta bem distribuída pode ser mais funcional do que outra com área semelhante, assim como uma localização conveniente pode ter impacto diário maior do que determinados diferenciais do edifício.
O mesmo cuidado vale para quem observa o investimento imobiliário em Maringá. Um grande volume de obras, por si só, não garante valorização nem facilidade futura de venda ou locação.
Localização, características da unidade, demanda existente e perfil do empreendimento ajudam a influenciar a liquidez imobiliária. Por isso, decisões de investimento precisam considerar cada imóvel individualmente, e não apenas o crescimento geral do mercado.
A verticalização acompanha a transformação de Maringá
Os 11.823 apartamentos em construção mostram que o mercado residencial de Maringá entrou em uma fase de grande escala, mas o dado mais interessante está na composição desse crescimento.
Os empreendimentos atuais se distribuem entre diferentes regiões, apresentam metragens variadas e oferecem configurações que vão de studios a apartamentos amplos. Ao mesmo tempo, novos projetos continuam avançando nas etapas de lançamento e aprovação.
A verticalização acompanha uma cidade que também muda em população, ocupação urbana, mobilidade, composição das famílias e formas de utilizar a moradia.
Para o comprador, esse cenário amplia as alternativas e torna mais importante compreender o que realmente diferencia cada empreendimento. Localização, planta, proposta residencial, qualidade construtiva e características do condomínio precisam ser analisadas em conjunto.
Há mais de quatro décadas, a Ciplart participa da evolução do mercado residencial de Maringá, desenvolvendo empreendimentos voltados a diferentes momentos e necessidades de moradia.


